Disponível em sete idiomas, o Heritage at Risk utiliza conteúdos digitais únicos para explorar as ameaças - naturais e artificiais - que os sítios do património enfrentam desde os tempos antigos até aos dias de hoje. E destaca o papel que a tecnologia digital pode desempenhar para ajudar o setor do património cultural a enfrentar os desafios da restauração no século XXI - incluindo Notre-Dame.
Do Panteão, na Grécia, ao Stari Most, na Bósnia-Herzegovina, do fogo e das inundações à guerra e à pegada humana, a exposição traça a história conturbada de alguns dos sítios do património mais emblemáticos da Europa. O seu conteúdo único demonstra também que o setor do património cultural já detém algumas das respostas ao desafio de preservar e restaurar sítios ameaçados.
A importância da tecnologia digital
A digitalização do património cultural pode ser um instrumento crucial nos atuais esforços de conservação, renovação, estudo e promoção dos recursos culturais europeus. A nível da União Europeia, estão a ser tomadas novas medidas neste domínio: Poucos dias antes do incêndio de Notre-Dame, a declaração de cooperação da Comissão Europeia sobre a digitalização do património fez com que 25 países europeus se comprometessem a tomar medidas em vários domínios, incluindo uma iniciativa pan-europeia para a digitalização 3D de artefactos, monumentos e sítios do património cultural.
Ao comentar o lançamento da exposição, a comissária europeia responsável pela Economia e Sociedade Digitais, Mariya Gabriel, reitera o seu apoio ao setor neste domínio:
«O incêndio de Notre-Dame pôs uma vez mais em evidência a necessidade de preservar, registar e proteger o nosso património cultural europeu. As reacções em toda a Europa demonstram a sua importância para os nossos cidadãos e para a sociedade. Mais do que nunca, estamos a fazer progressos no aproveitamento do poder do digital para o nosso património cultural, mas temos de continuar a trabalhar em conjunto para apoiar o setor neste esforço.»
Harry Verwayen, diretor executivo da Fundação Europeana, afirma:
«Os nossos museus, arquivos e bibliotecas contêm registos inestimáveis, muitas vezes únicos, de sítios do património ao longo da sua história - desenhos arquitetónicos, fotografias, pinturas e descrições escritas. As organizações responsáveis pelo património cultural estão a unir forças e a adotar novas tecnologias para preservar e partilhar informações sobre o nosso património. Ao digitalizarem as suas valiosas coleções e disponibilizarem os dados a peritos, ajudam a salvaguardar os nossos sítios do património. Perante os complexos desafios atuais, a tarefa parece mais urgente do que nunca.»
O capítulo final da exposição centra-se na Notre-Dame de Paris e destaca a forma como a tecnologia digital é uma parte fundamental da conversa em torno da sua mais recente restauração – com tecnologias como a digitalização e a modelização 3D, a realidade virtual e aumentada, prometendo novas formas de ajudar o setor a preservar e divulgar o património cultural.
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